see 'ya
Só pra dizer que lamento ter escrito 'raíz' com acéinto ontem, mas tô sem saco de entrar pra corrigir.
***
Enquanto eu não tomar um banho de pato como gosto, meu humor não melhora.
Melhor eu ficar quieta.
***
Esse texto aqui que estou traduzindo sobre a história da pesquisa entomológica no Brasil é maravilhoso, mas cada vez que passa um mosquito por mim entro em pânico.
Vocês não imaginam a quantidade de moléstias que esses pentelhinhos miudinhos podem transmitir.
Além, é claro, do zzzzzzziiiiiiinnnnnnn.
Uma vez, em Búzios, eu fiz, desesperada por não ter dormido à noite por causa de um único pernilongo.
De manhã, o bicho estava grudado na parede, gordo feito um porco, com meio litro de sangue meu lá.
E eu parecia que estava com catapora.
Prendi o infeliz num copo.
Ele nem se mexia, mas estava vivo, sim.
Tirei um cantinho da mão de cima do copo e passei um bom tempo com a boca encostada ali só fazendo zzzzzzziiiiiiiinnnnnn nos ouvidos dele.
Vingança.
***
É um espetáculo ouvir as entrevistas das otoridades sobre o apagão.
Desde o ministro até o peão.
Cada um contando a mesma ladainha com tintas diferentes.
E eu cantei essa pedra aqui em casa na hora do apagão:
- Vocês vão ver. Amanhã vão dizer que caiu um raio num torrinha lá em São José do Curralinho a 800 km de Santa Madalena dos Ganchos Altos, perto da fronteira com Cabraiola do Sul.
Fotos.
Eu quero fotos do lugar, do estrago.
Nunca mostram.
Aquela montagem da primeira página do jornal é ridícula.
E ainda bem que não tivemos estragos aqui.
Porque aparelho queimado + banho adiado é uma combinação explosiva para o meu humor.
***
Enquanto eu não tomar um banho de pato como gosto, meu humor não melhora.
Melhor eu ficar quieta.
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Esse texto aqui que estou traduzindo sobre a história da pesquisa entomológica no Brasil é maravilhoso, mas cada vez que passa um mosquito por mim entro em pânico.
Vocês não imaginam a quantidade de moléstias que esses pentelhinhos miudinhos podem transmitir.
Além, é claro, do zzzzzzziiiiiiinnnnnnn.
Uma vez, em Búzios, eu fiz, desesperada por não ter dormido à noite por causa de um único pernilongo.
De manhã, o bicho estava grudado na parede, gordo feito um porco, com meio litro de sangue meu lá.
E eu parecia que estava com catapora.
Prendi o infeliz num copo.
Ele nem se mexia, mas estava vivo, sim.
Tirei um cantinho da mão de cima do copo e passei um bom tempo com a boca encostada ali só fazendo zzzzzzziiiiiiiinnnnnn nos ouvidos dele.
Vingança.
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É um espetáculo ouvir as entrevistas das otoridades sobre o apagão.
Desde o ministro até o peão.
Cada um contando a mesma ladainha com tintas diferentes.
E eu cantei essa pedra aqui em casa na hora do apagão:
- Vocês vão ver. Amanhã vão dizer que caiu um raio num torrinha lá em São José do Curralinho a 800 km de Santa Madalena dos Ganchos Altos, perto da fronteira com Cabraiola do Sul.
Fotos.
Eu quero fotos do lugar, do estrago.
Nunca mostram.
Aquela montagem da primeira página do jornal é ridícula.
E ainda bem que não tivemos estragos aqui.
Porque aparelho queimado + banho adiado é uma combinação explosiva para o meu humor.
Let it shine
Há muito tempo não tínhamos uma noite tão gostosa.
Juntos, na sala, o notebook do Bruno ligado com música tocando e um jogo de copas comunitário.
Grata por ouvir sair daquela máquina de um 'guri' de 18 anos pérolas como Chico Buarque dos anos 60/70, Monarca e a Velha Guarda da Portela, Jorge Aragão, Paulinho da Viola.
Samba de raíz, que é o que nós gostamos.
E acho que deixei boa herança ali.
Claro, teve também, como não poderia deixar de ser, Aerosmith, Los Hermanos, Paralamas, Oasis e algo que os meninos explicaram como "tecno-brega", recém-importado do meu filhote africano de Pernambuco. Letras engraçadíssimas, muito bom humor e criatividade. Amei.
Foi o papo na varanda, onde estava mais fresco e corria uma brisa bem discreta, mas corria.
Ótima oportunidade para acender TODAS as minhas velas aromáticas - as que trago de todos os lugares do mundo que visito.
A casa ficou inundada do perfume das velas de lavanda, bergamota, verbena e limão.
Uma delícia!
Cantamos (e dançamos), falamos dos treinos de valsa, da faculdade, do Natal que se aproxima "mãe, vamos baixar a árvore, sim, e montá-la como sempre fazemos!"), de estudos, de planos, de viagens que fizemos.
Contamos histórias e piadas, rimos e debochamos como sempre.
Ninguém arredava pé da sala, onde todos ficamos juntos, espalhados por almofadas, no chão ou no sofá.
À luz de velas mesmo, o Gu terminava a planta baixa de um jardim - trabalho escolar para hoje, não tinha jeito (o que é que eu digo sobre deixar as coisas para a véspera?).
Demos pitacos no trabalho dele, uma flor aqui, um canteiro ali; difícil nos decidirmos pelo melhor tom de verde ou de terracota porque pouco se enxergava. Mas ficou bonito. Hoje de manhã vimos o resultado final.
Quando enfim a luz voltou, já era muito tarde, bem passada a hora de dormir habitual, mas nos olhamos com uma expressão quase de pena por aquilo ter terminado.
Precisamos fazer isso mais vezes. Apagar as luzes, desligar tomadas, desplugar de coisas para nos plugarmos ao outro.
Mommy dearest moment
There's an incredibly beautiful girl right now in my living room.
Brunette.
Big eyes.
Very thin (oh, crap!).
Sweet voice.
Smells really good.
Studying.
Chemistry.
And she's not my daughter.
(Sigh)
Mommy dearest moment.
Obs.: ninguém herda de vizinho.
eu: Senhor?
(...)
eu: Senhor?
(...)
eu: Ô, de casa! Do céu! Do firmamento!
(...)
eu: É sempre assim, né? Ha hora agá, some! Já sei, já sei... não vá à sala oferecer nada. Saco!
Ele: Filha, vai jogar tetris, vai...
eu: Engraçadinho, o Senhor, né? hahahahaha
Brunette.
Big eyes.
Very thin (oh, crap!).
Sweet voice.
Smells really good.
Studying.
Chemistry.
And she's not my daughter.
(Sigh)
Mommy dearest moment.
Obs.: ninguém herda de vizinho.
eu: Senhor?
(...)
eu: Senhor?
(...)
eu: Ô, de casa! Do céu! Do firmamento!
(...)
eu: É sempre assim, né? Ha hora agá, some! Já sei, já sei... não vá à sala oferecer nada. Saco!
Ele: Filha, vai jogar tetris, vai...
eu: Engraçadinho, o Senhor, né? hahahahaha
"Papagaio que anda com João de barro vira ajudante de pedreiro".
Amei.
E "passarinho que come pedra sabe..."
Bom, vocês sabem.
***
Dia de muito trabalho. De muito calor. E a moça da saia curta ainda é notícia. E a minha restituição do imposto de renda não foi restituída. E o homem da meteorologia logo cedinho disse que ia chover muito por aqui. E o síndico quer fazer obras de piso na porta do meu ap em novembro (claro, estendendo-se por dezembro porque os rapazes não vão entregar na data).
Caraca.
Dia de marcar a passada de pente fino no boneco: dentista, oculista, clínico.
E prova para curso de inglês novo ano que vem.
Aquele, o caro.
"Tu vai fazer o exame de Cambridge, sim."
É assim aqui às vezes. Democracia lusitana.
Faço o que posso e 'acho' que vai ser melhor lá na frente pra eles.
O que eles vão fazer com o resultado depende deles.
Eu financio.
E acompanho assim, de longe, a uns 10 passos de distância.
***
Fim de ano chegando (não, Senhor, não vou começar com a ladainha de novo), e a legião da boa vontade me caçando no telefone.
- Não, senhora, eu não tenho boa vontade.
Simples assim.
***
Se eu disser que (já) comprei um belíssimo vestido para meu reveillon al mare vocês acreditam?
E se eu disser que é preto?
Bom, não custa tentar.
***
Trabalho em grupo hoje à noite aqui.
Pode?
Pode.
Grupo, não, dupla.
Melhor.
Lembro que é dia de dois-em-um da pizzaria (você pede uma e leva outra de graça).
O quase-lindo riu na minha cara.
- Duas pizzas? HUAHUAHUAHUAHUAHUA.
Pô.
A loja de ração pra cachorro é bem aqui em frente...
***
Ontem andei durante seis horas.
Don't ask.
Zica mode on and highest volume.
Nem eu sei explicar.
Amei.
E "passarinho que come pedra sabe..."
Bom, vocês sabem.
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Dia de muito trabalho. De muito calor. E a moça da saia curta ainda é notícia. E a minha restituição do imposto de renda não foi restituída. E o homem da meteorologia logo cedinho disse que ia chover muito por aqui. E o síndico quer fazer obras de piso na porta do meu ap em novembro (claro, estendendo-se por dezembro porque os rapazes não vão entregar na data).
Caraca.
Dia de marcar a passada de pente fino no boneco: dentista, oculista, clínico.
E prova para curso de inglês novo ano que vem.
Aquele, o caro.
"Tu vai fazer o exame de Cambridge, sim."
É assim aqui às vezes. Democracia lusitana.
Faço o que posso e 'acho' que vai ser melhor lá na frente pra eles.
O que eles vão fazer com o resultado depende deles.
Eu financio.
E acompanho assim, de longe, a uns 10 passos de distância.
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Fim de ano chegando (não, Senhor, não vou começar com a ladainha de novo), e a legião da boa vontade me caçando no telefone.
- Não, senhora, eu não tenho boa vontade.
Simples assim.
***
Se eu disser que (já) comprei um belíssimo vestido para meu reveillon al mare vocês acreditam?
E se eu disser que é preto?
Bom, não custa tentar.
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Trabalho em grupo hoje à noite aqui.
Pode?
Pode.
Grupo, não, dupla.
Melhor.
Lembro que é dia de dois-em-um da pizzaria (você pede uma e leva outra de graça).
O quase-lindo riu na minha cara.
- Duas pizzas? HUAHUAHUAHUAHUAHUA.
Pô.
A loja de ração pra cachorro é bem aqui em frente...
***
Ontem andei durante seis horas.
Don't ask.
Zica mode on and highest volume.
Nem eu sei explicar.
Sunny Sunday
Dia de água fresca.

E finalzinho de regatas - um primeiro e um segundo lugar.

***
"Na ponta dos pés".
É o novo título.
E finalzinho de regatas - um primeiro e um segundo lugar.
***
"Na ponta dos pés".
É o novo título.
Hot stuff
Feira de ciências na escola. Vou cedo pra fugir do calor. Não adianta. Já no caminho, começa aquele mal-estar. Não posso com calor. Deve ser uma espécie de alergia, não sei. Chegando lá, a coisa estava pior. Beyond imaginable. Levo um bom tempo pra achar o Gu e sua exposição sobre energia limpa e gás hélio. Uau! Nem só de ventos é feita e vida, não é? Mais uma garrafa d'água porque os bebedouros ainda estão interditados por conta da suína (já deu, né, gente?). A moça me estende uma garrafinha com água ... morna. Explico que não quero fazer chá, mas sim baixar a minha temperatura interna de 46 para 37 graus. Levo outra, menos pior. Passeio pelos estandes, ouço explicações, ganho receitas de aproveitamento de alimentos.
Devia ser proibida qualquer atividade obrigatória (trabalhar, sair à rua, fazer mercado etc) acima dos 36 graus. É desumano. Eu só volto a ser gente lá para abril ou maio. Se antes rolar de voltar para a cidade luz, melhora bem. Mas tô achando difícil.
***
Como convencer a sua mãe de que ela precisa de uma "acompanhante"?
É mais ou menos como botar filho na creche, deixar flho com babá em casa.
Difícil.
Mas necessário.
Vai ser uma parada dura.
Mas eu sou uma só. A Bia também.
E às vezes nem temos tanta certeza disso.
***
O cara, naquela fase de testar o pau, troca linda mulher - diretora de um serviço maravilhoso, inteligente, baita profissional, gente boa e tal - pela mocinha desengonçada, limitada e feiosinha que trabalha na recepção.
Cês tão entendendo quando eu falo de perder a fé?
***
Filho faz treinos de dança para dançar valsa numa festa de 15 anos.
E aluga terno para o evento.
No início, o mau humor imperava.
De repente, ele começa a achar Strauss um barato.
E, claro, essa coisa de tomar a dama pela cintura e girar.
Hum, hum.
***
Amei: pingente de prata com vidro murano âmbar trazido da Itália para mim.
Pousou no meu pescoço lindamente, como se sempre estivera ali.
Tem gente que acerta em cheio mesmo.
***
Orgulho dos cachos perde para a sensação de ter um carneiro morando na minha cabeça.
Tá duro.
Não, não vou desistir.
Mas, acreditem, é difícil.
***

Acho que vou ali e já volto.
Devia ser proibida qualquer atividade obrigatória (trabalhar, sair à rua, fazer mercado etc) acima dos 36 graus. É desumano. Eu só volto a ser gente lá para abril ou maio. Se antes rolar de voltar para a cidade luz, melhora bem. Mas tô achando difícil.
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Como convencer a sua mãe de que ela precisa de uma "acompanhante"?
É mais ou menos como botar filho na creche, deixar flho com babá em casa.
Difícil.
Mas necessário.
Vai ser uma parada dura.
Mas eu sou uma só. A Bia também.
E às vezes nem temos tanta certeza disso.
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O cara, naquela fase de testar o pau, troca linda mulher - diretora de um serviço maravilhoso, inteligente, baita profissional, gente boa e tal - pela mocinha desengonçada, limitada e feiosinha que trabalha na recepção.
Cês tão entendendo quando eu falo de perder a fé?
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Filho faz treinos de dança para dançar valsa numa festa de 15 anos.
E aluga terno para o evento.
No início, o mau humor imperava.
De repente, ele começa a achar Strauss um barato.
E, claro, essa coisa de tomar a dama pela cintura e girar.
Hum, hum.
***
Amei: pingente de prata com vidro murano âmbar trazido da Itália para mim.
Pousou no meu pescoço lindamente, como se sempre estivera ali.
Tem gente que acerta em cheio mesmo.
***
Orgulho dos cachos perde para a sensação de ter um carneiro morando na minha cabeça.
Tá duro.
Não, não vou desistir.
Mas, acreditem, é difícil.
***

Acho que vou ali e já volto.
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