Então tá que hoje acordei cinco e tiquinho da manhã. Sei que ninguém vai acreditar se eu disser que meu café da manhã foi um copo imenso de sprite zero, mas é a mais pura verdade. O troço desceu lavando todo o meu tubo digestório (era 'digestivo' antigamente, mas fica tranquilis que não pirei; pela nova nomenclatura anatômica, é 'digestório'). Abro meu email, os passarinhos cantando, o dia nascendo contente, e já me deparo com uma trolha sem tamanho. Gente apegada a verdades absolutas e, pior, apregoando-as como se estivessem com a tábua dos dez mandamentos na mão.
Amarga, eu? Não. Foi só o sprite limão lavando o curry que eu comi ontem, digerindo os grumos de babaquice que venho lendo/ouvindo/sabendo ultimamente. Alguém denunciou o meu blog. É, este aqui mesmo que vos fala. Você não acredita? Tá até agora catando o queixo lá no chão? Pois eu não. Tipo, hoje que sou oficialmente uma des-iludida, acredito em tudo mesmo. Brincadeira de moleque? Trote como tantos outros? Falta do que fazer na vie de mérde regada e sustentada com uma gorda pensão de estatal? O botox escapou para os poucos neurônios? O implante de silicone vazou e inundou células importantes? You bet. Só lembro da minha mãe no dia em que mandou uma empregada embora e a moça voltou dias depois e espalhou um "pó de macumba" vermelhão na porta da nossa casa. E mom, uma lady, pisando e esfregando os pezinhos naquela massa vermelha que levou dias para ser eliminada do piso de cerâmica, dizendo, "ó aqui, ó, o que eu faço com a sua macumba!" Tipo a mesma coisa. Eu tô tão cheia de trabalho, cagraça do divino, um texto assim tão maravilhoso, tô quase magra, analisada, bem-hidratada, bem-nutrida, bem-bem aqui, neste cafofo, aqui mesmo, digo, nesta página. Que é minha. A minha casa. O meu canto. A minha cama de seis travesseiros. Onde posso babar na fronha o quanto eu quiser. Quero ver este ano pelas costas? Nem. Falei isso num ano e o seguinte conseguiu ser pior. Ou seja, virou e mexeu, e eu aprendi a viver com os ciclos da vida, as marés, os ventos e as pessoas como elas são. Não adianta remar contra, nadar contra. Perda de tempo. E eu o-dei-o perder tempo. Não o perco com o que não vale a pena, até porque no que vale a pena eu invisto cada segundo da minha existência, cada célula do meu corpo, cada centavo que ganho, cada gotinha de suor. Posso fazer da minha, da sua, da nossa existência um paraíso ou um inferno. Da minha prefiro fazer o caminho do meio, vocês sabem, não acredito nessas coisas de 'só direita ou esquerda'. Já perdi o medo de morrer faz tempo. Já vi o coelhinho da páscoa e entreguei carta na mão de papai noel pessoalmente. Já vi de tudo um pouco e acredito que ainda verei mais, muito mais. O melhor e o pior. Pro bem e pro mal. Por isso mostro a minha cara, falo as minhas palavras, escrevo, escrevo, escrevo. Eu perdi a fé, mas não me perdi. Ainda. Então, concluindo, deixo aqui a minha pérola de sabedoria, um momento de reflexão, a mais elevada filosofia: não há dinheiro mais bem empregado do que num bom analista, numa viagem fantástica e numa boa garrafa de vinho. Assim mesmo, nessa ordem. O resto, darling e darlings, é pura vaidade.
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3 comentários:
Estou pasmo e puto por tabela. Não estresse com isso. Pensa que tem gente que nem vai precisar de fantasia de halloween. Isso é coisa de gente feia, pode crer.
Beijão
Bê
Me amarrota que eu tô passada! Quem foi o doente que te denunciou? Fala sério! Pena dessa criatura, viu?
Quer ser o que você é: feliz!
bjos da ex-vizinha, mas sempre amiga.
Kika
Bê /Kika, a coisa já foi resolvida e aguardo uma investigação pra saber o porquê/quem/como. Até agora não entendi. Ou entendi.
E pena, Kika, eu tenho de doente que não tem como se tratar. De resto, como eu disse, é pura vaidade. Falta do que fazer. Pobreza.
Beijo grande!
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