Menos um dia


Semana que começa sem a segunda me atrapalha.
E a coisa foi feia.
Tive uma enxaqueca que começou às 21h e foi até as 5h da manhã.
Foi o recorde.
E tudo que comi ontem foi um salmãozinho com torradas.
Um sanduíche-íche de queijo de minas com mate diet à noite.
Ou seja, nada que matasse.
Pois quis arrancar meu olho esquerdo fora.
Dor dos infernos!
Nem era forte, enlouquecedora, mas um alfinete bem fininho espetado bem na íris.
Por oito horas non-stop.
Analgésicos? You bet. Tomei três diferentes.
Neca.
Paninhos, compressas geladas, o Bob Esponja térmico direto na têmpora, reza, promessa, gemidos e muito #mimimi.
Não chorei pra não doer mais.
Quase pedi o Samu.
Mas aí lembrei da sirene.
Ui.

Daí às 6h, quando o primeiro da matilha levantou, a dor passou.
Assim, pá.
Foi diminuindo, indo, inu e iu.
E eu besteirona de painkiller.
Passarinhos fazendo algazarra na minha varanda. Eram quatro.
Eu estava até surda.
Olhava e eles me pareciam quatro borrões amarelos, geminhas voadoras, pepitas de ouro bailarinas.

Estou trabalhando até agora.
E vou até o sono me vencer.
Uma hora qualquer, desabo.
Mas hoje já é terça.
Menos um.

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