Voltando da feira Brasil Rural Contemporâneo.
Respondendo à pergunta que minha mãe me fez ontem, "mas que diabos você perdeu lá?"
Não sei o que perdi, mas talvez saiba o que estou achando.
Muito organizada e simpática, é um mega evento. Pessoas amáveis, um mundo de coisas legais para ver, comer, ouvir, beber e ... comprar. É.
Dá para ir sem tomar café da manhã até, porque os expositores são TUDO para nós experimentarmos. Devo ter saído de lá uma baiuca. resolvi almoçar lá antes, e este foi o meu erro. De cara, fui à barraca do Acre na praça de alimentação e tracei um pirarucu e uma tapioca recheada de doce de leite com queijo. E suco de cajá. Oh, céus, cajá! Vai daí, comprei um pote de doce de cupuaçu.
A feira é muito bem-dividida pelas regiões brasileiras. E você sente como se estivesse em cada uma delas experimentando suas diferenças e regionalidades. Muito legal o espaço dedicado às artesãs - as mulheres do campo que se reunem para produzir artesanato e delícias com os produtos locais e materiais reciclados. Um show de criatividade. Impressionante o poder inventivo e criador do brasileiro.
Bolsas feitas com pele de peixe, lindas; uma coleção de cestarias feitas com todos os tipos de material que se possa imaginar; doces de TUDO; temperos, sucos. Frutas e sementes de que nunca tinha ouvido falar. Flores feitas de material reciclado de árvores e restos de plantação. Um luxo! Rendas lindas, bordados, compotas, sabonetes artesanais, tapetes, rendas. Ai, ai, o consumo... Violeiro tocando, alguns shows programados para a noite, mas não me animei a ficar por causa do tempo. Mesmo com a tal "praça da cachaça".
O que eu trouxe e que valeu a pena: polpas de sucos orgânicos (tangerina, tangerina, tangerina!!! E laranja, goiaba, cupuaçu e cajá. Doce de cupuaçu, bombom de cupuaçu, salame (sa-la-me, saca o tamanho?) de cupuaçu. Sim, sim, eu amo cupuaçu. E tapioca, muita tapioca, fácil de fazer e uma delícia. Um queijo do sul, queijo da colônia, queijo parmesão de uma consistência fantástica. Chapéu de palha, sim, comprei um i-men-so, com aquele abão, praticamente um toldo. E muito material de leitura.
O espaço Amazônia é um troço de louco. Montaram uma 'cabana', um espaço fechado enorme reproduzindo a floresta amazônica. Ficou um desbunde. Como estava chovendo, com direito à umidade e ao efeito estufa da região. Troncos, árvores, reprodução de pássaros voando.
Gente simples, simpática, amável. Querem que você experimente tudo, que veja tudo, que saoba a história de tudo. Ou seja, produto e informação. Aprendi muito. E curti demais as quatro horas que fiquei ali. Pena a chuva, porque tem uma área vastíssima para piquenique com aqueles mesões, bancos, cadeiras, tudo ao ar livre, de frente para a paisagem inigualável da Baía de Guanabara. Uma pena, cinzenta, fria e chuvosa. Ainda assim, valeu cada minuto. Aguardo a próxima edição, acho, ano que vem.
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