Hot stuff

Feira de ciências na escola. Vou cedo pra fugir do calor. Não adianta. Já no caminho, começa aquele mal-estar. Não posso com calor. Deve ser uma espécie de alergia, não sei. Chegando lá, a coisa estava pior. Beyond imaginable. Levo um bom tempo pra achar o Gu e sua exposição sobre energia limpa e gás hélio. Uau! Nem só de ventos é feita e vida, não é? Mais uma garrafa d'água porque os bebedouros ainda estão interditados por conta da suína (já deu, né, gente?). A moça me estende uma garrafinha com água ... morna. Explico que não quero fazer chá, mas sim baixar a minha temperatura interna de 46 para 37 graus. Levo outra, menos pior. Passeio pelos estandes, ouço explicações, ganho receitas de aproveitamento de alimentos.

Devia ser proibida qualquer atividade obrigatória (trabalhar, sair à rua, fazer mercado etc) acima dos 36 graus. É desumano. Eu só volto a ser gente lá para abril ou maio. Se antes rolar de voltar para a cidade luz, melhora bem. Mas tô achando difícil.

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Como convencer a sua mãe de que ela precisa de uma "acompanhante"?
É mais ou menos como botar filho na creche, deixar flho com babá em casa.
Difícil.
Mas necessário.
Vai ser uma parada dura.
Mas eu sou uma só. A Bia também.
E às vezes nem temos tanta certeza disso.

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O cara, naquela fase de testar o pau, troca linda mulher - diretora de um serviço maravilhoso, inteligente, baita profissional, gente boa e tal - pela mocinha desengonçada, limitada e feiosinha que trabalha na recepção.
Cês tão entendendo quando eu falo de perder a fé?

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Filho faz treinos de dança para dançar valsa numa festa de 15 anos.
E aluga terno para o evento.
No início, o mau humor imperava.
De repente, ele começa a achar Strauss um barato.
E, claro, essa coisa de tomar a dama pela cintura e girar.
Hum, hum.

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Amei: pingente de prata com vidro murano âmbar trazido da Itália para mim.
Pousou no meu pescoço lindamente, como se sempre estivera ali.
Tem gente que acerta em cheio mesmo.

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Orgulho dos cachos perde para a sensação de ter um carneiro morando na minha cabeça.
Tá duro.
Não, não vou desistir.
Mas, acreditem, é difícil.

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Acho que vou ali e já volto.

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