Todo tradutor deveria ler:
É sobre o concurso de tradutor juramentado no Rio de Janeiro.
Eu não sabia disso tudo.
La-men-tá-vel.
Minha intuição raramente falha: ainda bem que não perdi tempo com isso.
Não é a minha área e, por isso, não fiz o concurso.
Cá entre nós, mesmo se fosse.
Taí a resposta a antipatizantes e familiares em geral quando eu disse que não faria o concurso.
Minha praia é outra.
Prefiro fazer a prova de certificação da ATA especificamente para medicina.
Justa, inteligente e 'real'.
No dia em que eu mudar do ramo, começo do zero.
Ou do meio do caminho.
É uma vergonha.
***
Em tempo: com a tradução para o dream client em andamento (a história da pesquisa científica no Brasil, gente, uma delícia, parece um romance), outro cliente med vai mandar tradução de endocrino semana que vem.
Agora deu pra isso: trabalho em dupla.
Chegam assim, aos "casais".
Eu racho o cérebro ao meio, aloco Lindinha pra um, Killer pro outro, e no fim dá certo.
Trabalho muito, sim.
E sorrindo.
Continuo achando a suprema felicidade trabalhar exatamente no que eu gosto, do jeito que eu gosto e ainda ser paga pra isso.
Às vezes bate um cansaço, claro.
Mas nada que pequenas férias de cinco dias no Sul e uma semana al mare não resolvam.
Counting the days.
***
Ligaram o forno (crematório) por aqui.
Chego a sentir cheiro de frango assado (ui!).
Devia ser proibido sair na rua com um calor desses.
Bruno disse que ontem viu um termômetro no Fundão marcando 45 graus.
Não duvido.
Sexta-feira, dia de casa com flores frescas (hoje foram agapantos roxinhos, lindos de morrer e bem resistentes à canícula).
E dia de peixe com torta de cebola.
E laranjola (laranja-lima batida com acerola) fresca e geladinha pro almoço e o resto do dia.
Se eu não tiver cozinhado antes, começo a noite com um bom mergulho.
Uma pizza marguerita e coca geladinha no deck.
Ô, vida besta!
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